Cinco Perguntas para Escolher uma Vivenda – Conselhos do Feng Shui

Cinco perguntas para escolher uma Vivenda – Conselhos do Feng Shui e a Baubiologia

Baseando nos princípios do Feng Shui e tendo em conta os aportes contemporâneo da baubiologia( biologia das construções) elaboramos a seguinte guia:

Primeira pergunta: Campo ou cidade?
Cada uma tem suas vantagens y desvantagens. A cidade permite, desde um ponto de vista global, um melhor aproveitamento dos recursos e a energia: os traslados, por exemplo, tendem a ser mais curtos. Entretanto, o habitante de uma cidade passa, em um dia normal de trabalho, mais de 80% de seu tempo em ambientes interiores, privado do contato com a natureza e exposto a materiais artificiais. A concentração de certos contaminantes do ar pode ser bastante maior na cidade. Alem do mais o barulho e a densidade excessiva de população pode ser fatores de stress.
Por outro lado, não deve pensar-se que uma casa no campo garante automaticamente e por si própria uma melhor qualidade de vida, se não se tem em conta certos fatores que iremos analisando a continuação.  

Segunda Pergunta: Passado e historia do lugar: O que havia antes ali?
Os agentes imobiliários ingleses que trabalhavam em Hong Kong descobriram muito pronto que seus clientes asiáticos adeptos ao Feng Shui tinham muito em conta a historia do lugar ou da vivenda antes de adquiri-lo: por nenhum motivo aceitariam adquirir um local ou vivenda na quais os donos anteriores tivessem falido economicamente.
Além das religiões, é importante conhecer o uso anterior de um prédio, especialmente se não sempre foi residencial. Si existiu anteriormente estabelecimento industriais, é possível que tenham ficado restos de contaminantes no chão. 
Prever o futuro não é possível, mas é bom se perguntar, ao adquirir uma propriedade, como será esse lugar daqui a 5 anos, e a 25 anos e se conservará ainda as características que hoje o fazem desejável para você.

Terceira Pergunta: Como é o entorno?
1. O Tigre e o Dragão

Seguindo os princípios do Feng Shui, o lugar ideal para a localização de uma casa tem forma de “sofá”, com apoio atrás y 2 “apóia braços” representados simbolicamente por um Tigre ( a direita) e um Dragão ( a esquerda ). A frente da casa está para o sul ( no nosso hemisfério seria para o norte). De este modo que o lugar “ nos abraça” , criando sentido de pertencia e proteção. Além do mais, esta configuração tende a coincidir com as condições básicas de um lugar: luz solar, ventos moderados, boa drenagem. Agora, nas planícies de nossas pampas húmidas dificilmente encontraremos um tigre e um dragão, o importante não é o símbolo senão a função.   No campo muitas vezes o “Msto”  que protege a casa dos ventos mais frios e intensos supre ao Tigre e ao Dragão. Também uma casa com forma de “U” reduz a forma de “apóia braços” e cria um espaço ótimo.

2. Os redores
A presença cercana de indústrias, centrais termoelétricas, autopistas e estações de serviços podem comprometer a qualidade do ar que respiramos, não somente na cidade mais também no campo. É difícil medir, neste caso, a distancia “segura” de algumas destas fontes de contaminação, devido a que entram em jogo outros fatores como a topografia, a vegetação, os ventos predominantes: para uma autopista podemos dizer que a distancia mínima é de 50 metros sempre e quando existam barreiras vegetais que filtrem o ar e o barulho. O uso de pesticidas para o manutenção de parques e  jardins agrega um fator adicional de contaminação, que é mais controlável que os anteriores. A distancia ótima de uma vivenda com relação a uma torre de alta tensão é de 150 metros, em casa de dívidas é melhor fazer um relevo com um gasômetro, que nos permitirá detectar as áreas mais afetadas dentro da casa.
Do lado positivo, bom contar aos nossos redores com meios de transporte, parques, senderos, ciclovias, centros culturais e lugares de abastecimento. Desde o ponto de vista funcional se considera  “aos redores” como um radio que podemos cobrir com uma viajem de 5 minutos de carro e três a quatro quadras a pé.

Quarta Pergunta: Como é a casa?
1. Orientação

Como já vimos, os antigos praticantes do Feng Shui escolhiam o ponto cardinal mais soleado ( o sul para eles o norte para nós) para orientar a frente da vivenda ou palácio. A luz do sol é um estimulante natural e uma casa mal orientada, que não recebe luz apropriada nas habitações, resulta inevitavelmente lúbrida e triste. As orientações ideais seriam:
• Norte: Entrada
• Sul: Recebe uma luz suave. Ideal para estúdios e lugares de trabalho.
• Este: Recebe a luz do amanhecer, importante para os lugares que se usam ao começar o dia: dormitórios, quartos de banho e cozinha.
• Oeste: Luz intensa durante a tarde. Ideal para lugares que se usam preferentemente ao atardecer ; salas de estar, jardins e piscinas.  

2. Materiais
Desde o ponto de vista da bau-biologia a casa é nossa “terceira pele” e como tal deve “respirar”, permitir o intercambio de gases. O tijolo, neste sentido é um bom material. Hoje em dia é muito difícil conseguir materiais sadios, pois os condicionantes econômicos se priorizam e a porcentagem de materiais sintéticos e artificiais tende a ser maior dentro da moradia. Os materiais ideais para o revestimento de interiores são as cerâmicas, a cortiça, o linóleo e a madeira. É preferível evitar ( dentro do limite do possível ) os revestimentos vinílicos, os aglomerados e as fibras sintéticas. As pinturas ao látex e os empapelados vinilizados ( não vinílicos) são aceitáveis.  Também os tratamentos para pisos de madeira a base de poliuteranos, que suprem os plastificados tradicionais.

3. Ventilação
É errado pensar que quantas mais janelas tenha uma casa melhor, porque será mais iluminada e terá melhores vistas. A luminosidade depende de orientar adequadamente as janelas, não de ampliar desnecessariamente a superfície vidrada. Tradicionalmente o feng shui considera as janelas como pontos a través dos quais se  expulsa o “shi” ou energia vital. Esta apreciação não esta nada longe da verdade, as janelas podem ser responsáveis da dissipação de até um 80% do calor gerado em casa. No inverno a superfície vidrada pode estar até 20 graus mais frios que o ar interior da vivenda. Isto faz que os ambientes se sintam mais frios e exige mais calefação e por tanto maior consumo   (um aumento de 2° da temperatura interior requer de um aumento de 12% do consumo de combustível). As janelas de dois vidros solucionam parcialmente este problema, também as persianas de madeira. Ao inverso, as grandes superfícies vidradas orientadas ao Norte ou Noroeste podem alcançar temperaturas de mais de 40 graus, pelo efeito invernadero , exigindo maior refrigeração. A superfície vidrada não deveria exceder o 40% do total da superfície coberta.

Quinta Pergunta: Como eu me sinto aquí?
Não por ser a última é a pergunta menos importante. Modernos estudos acerca da percepção visual demonstram que para cada um de nós te uma combinação de formas, tão específica como as impressões digitais, que de imediato nos produz uma sensação de bem estar. É a “paisagem da alma”, a paisagem que nos produz uma sensação de bem estar e prazer. Nosso corpo é o mais sensível dos instrumentos e não devemos fazer ouvidos surdos para suas intuições. Tomar-se o tempo necessário para “sentir”, o lugar deve ser parte essencial da nossa decisão. Estas intuições, junto com um adequado assessoramento técnico nos darão uma maior probabilidade de uma eleição acertada. 
 Marcelo Viggiano -2002
Fontes consultadas:

IBE (Institute for Baubiology and Ecology)
The Natural House Book – David Pearson
Healthy by Design – D. Rosseau and J. Wasley
Power of Place – James A. Swan
A Pattern Language – Christopher Alexander 

  
 

Anúncios