Olho aos mercados emergentes…

Antoine Van Agtmael inventou a palavra “emergentes “para referir-se a essas economias do Terceiro Mundo, porque considerava que era necessário eliminar essas palavras pouco atrativas – Terceiro Mundo – e torná-las mais chamativas aos investidores, ou melhor, para que os investidores entendessem  que algo de importante  estava sucedendo com elas .

Em 1982, ele ditou uma conferência em Salomón Brothers, em Nova Iorque, ante um grupo de investidores, com o  objetivo de vender-lhes a idéia de um “Fundo de Capital para o Terceiro Mundo”. Vários mostraram-se incrédulos com o tema, mas alguns consideraram que poderia resultar. Um deles lhe disse que tinha em suas  mãos uma grande idéia, mas que com esse nome nunca ninguém lhes daria credibilidade.  Foi assim como ,depois de muito pensar,  se lhe ocorreu a expressão “mercados emergentes”, associada mais a algo que estava em  movimento, e não a esse “Terceiro Mundo” estancado. Naquela época , ele trabalhava no IFC,  Fundo Privado do  Banco Mundial, e desde seu escritório lhes enviou a a todos a mensagem de referir-se  à base de dados do Terceiro Mundo como a  base de dados dos ” Mercados  Emergentes “.

Antoine Van Agtmael escreveu o livro “O século dos  mercados emergentes” no qual conta como 25 multinacionais emergentes têm talha mundial e  dentro de  10 anos serão  mais  de 100. “Minhas próprias projeções mostram que entre  2030  e 2050, os mercados emergentes como grupo superarão  ao mundo desenvolvido”, afirma  o autor.

Estas empresas lograram o  êxito com um enfoque  obsessivo na qualidade e no desenho, a criação de marca , a logística, a capacidade de estar à vanguarda  de seus competidores enquanto à adaptação a mudanças nas  tendências do mercado, a astúcia na hora da aquisição , a vantagem  da competência em matéria de tecnologia da informação , engenhosas estratégias de nichos e pensamento pouco convencional.

 O autor afirma que muitos dos segredos que tornaram possível esse auge são próprios e únicos dos mercados emergentes. Várias foram  crescendo na sombra, com perfis  baixos, não significando isso  ausência de poder, pelo contrário, dominaram o mercado e souberam encarar de frente a globalização. 
Países desenvolvidos subestimaram  a várias destas companhias, considerando que não teriam  futuro. Atualmente, tiveram que assimilar estas mudanças  e admitir que a globalização  é para todos.

CEMEX, a produtora de cimento mexicana, é só um exemplo. Atualmente emprega mais de 30.000 pessoas nos  Estados Unidos  e na  Europa, mais das que emprega no México. Os comitês de gerência em CEMEX comunicam-se em inglês  e a metade de seus empregados no mundo nem sequer fala espanhol!

Hyundai é outro exemplo. Inaugurou uma planta em Alabama, Estados Unidos, com mais de 2.000 empregados. “Recentemente, conta Van Agtmael, solicitei uma entrevista com o diretor executivo de Ranbaxy, a empresa índia de produtos farmacêuticos, e me deparei com o  britânico Brian Tempest”.

O  livro conta a história de 25 empresas, de como lograram chegar onde  estão… Assim como outras que nos mesmos setores não o conseguiram… e afirma que a atitude do mundo desenvolvido  frente a este novo  acontecimento não   pode ser defensiva, deve ser criativa, para entender que no  mundo globalizado todos podem ganhar. As empresas mais exitosas pertencem , em sua maioria,   aos países BRIC (Brasil, Rússia,  Índia e China),  por encima de Taiwan, Malásia e Coréia.
 

“Muitas das empresas de porte mundial do futuro surgirão  das “novas economias” e  não  da “nova economia”, afirma o investigador.

Algumas das empresas que o autor menciona como exemplo são : Samsung, Hyundai Motor, High Tech, Lenovo, Infosys, Embraer, Concha y Toro, Petrobrás, Telmex y Televisa, entre outras.

Fuente: Dinero.com

Disfrutem, amigos, desta interessante nota…

                     lila@imoveisvideo.com

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Uma resposta

  1. A economia esta em eterna mudanca!

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