Há um conto no meio imobiliário que se não fosse pelo comentário negativo que demonstra , poderia ser uma piada : como se chamam as pessoas que têm pouco ou nada de dinheiro ? A resposta é : compradores de casa !!! E é essa a realidade do indivíduo que encara hoje a difícil situação de adquirir uma vivenda normal e básica para sua família .
É notória a flexibilização do mercado imobiliário no tocante a facilidades para aumentar as oportunidades para as pessoas de escassos recursos, ou recursos limitados, a fim de alcançar o sonho da casa própria e que no atual ambiente financeiro se goze dos mais baixos juros dos últimos trinta anos , além de existir uma série de programas que eliminam muitas das travas que tradicionalmente haviam entre comprador e propriedade . A cada dia nos assombramos com as peripécias que utilizam as companhias hipotecárias para qualificar o cliente e levar a cabo a transação.Hoje em dia não é coisa rara hipotecas que cobrem 100% do valor da casa e , ainda mais, assim também hipotecas que só contemplam pagamentos de juros em muitas ocasiões de 1% sem pagar capital e ademais a extensão da hipoteca a quarenta anos.
Ainda assim, ainda que o sistema hipotecário se haja convertido em um muito complacente sócio ou provedor do dinheiro necessário , o comprador e os que trabalham nesta indústria encontram-se em situações difíceis de resolver dados os preços das casas e o dinamismo vertiginoso em que se encontra o mercado de bens imobiliários. Por exemplo, não é estranho encontrar uma casa por um preço que o comprador esteja conforme e disposto a pagar, ademais de haver sido aprovado pelo seu representante hipotecário para receber este monto como empréstimo. Entretanto, quando se leva a cabo a avaliação da propriedade, ou seja, o estudo que indica seu valor num momento determinado pode resultar em uma quantia por debaixo do preço da venda. Isso sucede precisamente pela rapidez com que se elevam os preços dos imóveis e portanto não aparecem registradas as mais recentes vendas que marcam parâmetros de valor a casas comparáveis em preços e características na área do imóvel em questão. Como esses parâmetros são em grande medida talvez os mais relevantes para os avaliadores de casas se não há vendas registradas por esses montos ou uma evidencia contundente que indique que a propriedade na verdade tem o valor que seu dono ou o agente imobiliário que representa a venda considerem apropriado, os Bancos ou entidades financeiras podem negar se a outorgar o empréstimo.
Em muitas ocasiões o comprador e seu agente imobiliário pretendem incorporar ao empréstimo os gastos finais que oscilam entre um 5% e um 7% e , isto sim, em definitivo poderia desqualificar o candidato já que o avaliador determinou que a casa não tem o valor pelo qual se pretende adquiri-la com os gastos do cerre somados aos da avaliação .Por exemplo, usando cifras fáceis de entender e supondo que estes não são preços reais do mercado. Se a propriedade é posta para venda em 100,000 dólares e os gastos de cerre ascendem a 5,000 dólares e o avaliador não pode verificar vendas na área pela quantidade de 105,000 dólares , senão por 100,000 dólares ou menos, o Banco somente emprestará esta quantia e o comprador deverá bancar os 5,000 dólares ou mais de diferença.
Recorde que, em qualquer transação, um consumidor informado minimiza a possibilidade de tomar uma decisão incorreta em todo e qualquer passo.
Por Hilda Luisa Díaz-Perera
REALTOR®, GRI, eProBroker-Owner
Queridos leitores, mais um artigo para ler e pensar…
Lila de Mendez
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Sem dúvidas é preciso ser bastante atento com relação a compra de um imóvel novo e estas dicas são muito bem vindas.